Por Amanda Martins - Jurídico Previdenciário OCAS
Tenho aprendido muito nas conversas com o CPO da Ocas Renato Rosas e ele sempre diz “…Na Amazônia, o conhecimento não está apenas nos livros ele vive nas pessoas…” Renato vai em busca dos mestres da cultura popular e percorre territórios ensinando ritmos de influência caribenha e tradições das folias de santo que cumprem um papel essencial: são pontes entre gerações, guardiões da memória e agentes vivos da identidade amazônica.
Esses mestres carregam mais do que música. Levam espiritualidade, pertencimento e organização comunitária. Ao compartilhar seus saberes, fortalecem a autoestima cultural, estimulam a economia criativa e reafirmam que a Amazônia é um território de conexões históricas, culturais e sociais.
A OCAS, em 2026, amplia sua atuação na região, integrando cultura, cidadania e acesso à justiça. Direitos que chegam onde o rio alcança. Nossa atuação jurídica previdenciária, parte de um princípio simples: o direito precisa chegar a todos, especialmente aos que historicamente ficaram à margem.
Entre as principais frentes de atuação, destacam-se:
O respeito a Terra Indígena Alto Rio Guamá, na Aldeia Tawari e reforçamos o trabalho da OCAS:
- o respeito aos saberes tradicionais e aos mais de 300 dialetos indígenas; a tradução do direito previdenciário para a realidade cultural local; a formação de lideranças comunitárias para evitar indeferimentos por falta de informação.
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OCAS Previdenciárias: um novo ciclo de transformação, dando início a uma nova fase de atuação, a OCAS lança o projeto “Ocas Previdenciárias”, uma iniciativa que une educação, atendimento e mobilização social para ampliar o acesso aos direitos previdenciários na Amazônia.
O projeto começa com uma ação simbólica e estratégica na Aldeia Tawari Nayerra, no Alto Rio Guamá, reunindo cultura, conhecimento e cidadania em um mesmo território.
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Marcos desse lançamento:
- Lançamento do eBook “Direitos Humanos dos Povos Indígenas”, fortalecendo o acesso à informação de forma acessível e contextualizada;
- Palestra sobre Direito Previdenciário, adaptada à realidade indígena, iniciando um ciclo de escuta, diálogo e construção conjunta;
- Articulação com lideranças locais, respeitando saberes ancestrais e promovendo autonomia comunitária.
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Muito além do acesso:
A OCAS entende que garantir direitos não é apenas oferecer serviços, é construir caminhos onde antes havia barreiras.
Ao conectar cultura, educação e justiça social, a organização atua como uma verdadeira ponte entre comunidades tradicionais e políticas públicas, assegurando que nenhum obstáculo burocrático, geográfico ou digital impeça o exercício pleno da cidadania.
Assim como os mestres da cultura amazônica mantêm viva a identidade de um povo, iniciativas como o Ocas Previdenciárias garantem que essa mesma população tenha seus direitos reconhecidos, respeitados e efetivamente acessados.